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Por que você sabe que precisa se exercitar… e mesmo assim não vai?

  • Foto do escritor: Dra. Diana Sá - Endocrinologista
    Dra. Diana Sá - Endocrinologista
  • 4 de jun.
  • 2 min de leitura

A maioria das pessoas já sabe que atividade física faz bem. Faz bem para o coração, para o metabolismo, para o sono, para o humor, para a saúde mental, para a prevenção de doenças e para a longevidade. Mas saber disso não tem sido suficiente. E talvez esse seja justamente o ponto que a gente precise encarar

com mais honestidade.


A impressão que temos, olhando ao redor, é de que todo mundo está treinando. Tem gente correndo na rua, academia cheia, vídeo de treino no Instagram, relógio marcando passo, influenciador falando de rotina. Mas essa impressão engana. A população continua muito mais sedentária do que deveria. E não é por falta de informação.


O problema é que o nosso comportamento não é guiado apenas pela razão. A gente pode saber que se exercitar faz bem e, ainda assim, escolher o sofá.Não porque somos fracos, por falta caráter ou de “vergonha na cara”. Mas porque o exercício costuma cobrar um preço imediato: esforço, tempo, suor, desconforto, organização. Enquanto o sofá, a série, o celular e a comida prazerosa oferecem recompensa agora.


O benefício do exercício muitas vezes é vendido como algo distante: evitar doença, viver mais, envelhecer melhor. Tudo isso é verdade. Mas, para o cérebro, o que pesa muito é o agora.


Talvez a gente precise parar de tratar atividade física apenas como obrigação médica e começar a enxergar como uma experiência que precisa caber na vida real. Pode ser caminhada, musculação, dança, ao ar livre, com música, com companhia ou começando muito abaixo do que você acha “ideal”.


Talvez a mudança esteja aí: parar de falar do exercício só como uma promessa para o futuro e começar a mostrar o que ele entrega agora. Mais humor, mais energia, mais clareza, mais autonomia. Porque a atividade física não deveria ser apenas uma estratégia para viver mais anos, mas uma forma de colocar mais vida nos anos que a gente já está vivendo.

Fonte: The Conversation · Harvard · Daniel Lieberman


 
 
 

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©2021 por Dra. Diana Sá. Criado por Aline Tolosa

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